A magia me fora sequestrada.
Meu eu lirico está em déficit comigo.
Não gosto tanto de ninguém,
quanto um dia eu amei você.
E nada mais tem sido inédito,
nem tem tido sabor de intenso.
Tem gosto de "já vivi algo antes",
uma experiência que essa vida não contempla.
Anos luzes a frente dessa realidade.
Agora vivo anestesiado,
em outra linha do tempo.
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Gostaria de ter lhe visto de verdade
Ao invés de estar ocupado com as lembranças
Em meus pensamentos.
Gostaria de ter lhe ouvido,
Se você tivesse gritado. Mas você não gritou.
E eu estava ocupado ouvindo Bad Bunny,
Enfatizando que foste meu baile inolvidable.
E assim eu sei que não consigo te apagar,
Ainda que mude de casa, de bairro, de cidade,
Estado ou país.
Não conseguirei te esquecer,
O que tivemos foi sincero demais.
E assim te dedico uma última música,
A qual tem tocado todos os dias em meu fone.
Si me ven solo y triste, soy culpable.
E foi assim que você me viu...
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A recordação vívida de tudo que ocorrerá ainda me visita.
Assim como acredito que a ti também faça companhia.
Abriu um ano novo, e abril ainda traça paralelos.
Ironias da vida, a magia de viver o que nunca se imaginaria.
Talvez aí que resida a beleza dessa existência mórbida.
Imprevisível tal como os números da Mega-Sena.
Sorte de quem, nessa realidade de Sísifo, ladeira a cima,
Ainda traça planos de alegria e anda sorrindo pelos dias.
E pra quem se perde nesse caminho?
Escreve, como fuga, refúgio, respiro, ou qualquer coisa que diga.
Mas uma coisa é fato, ainda que chamem de melancolia,
O saudosismo é o combustível dos poetas.
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O coração palpita,
A ansiedade grita,
O cérebro se agita,
O corpo cheio de dopamina.
Os planos estão na mente,
A organização de tudo em diante,
A tv que vai ficar na parede,
O quadro que servirá de enfeite.
Essa casa precisa de arte,
Arte de gente que entende de traquinagem.
As madrugadas serão dia,
Os dias serão alegria,
As tardes serão lindas,
E as noites serão nítidas.
Viva la vida,
Ela ainda pode ser uma festa!
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O poder das narrativas guiam as histórias.
No momento que fui o vilão da sua vida,
Tomei sobre os ombros o peso do protagonismo,
E com escudo de titânio, me tornei herói de mim.
Foi a decisão mais dura que já tive.
Não pense que foi simples,
Cada lágrima sua foi como tiros de rifle.
Me fiz de um forte intransponível,
Até que eu mesmo acreditasse nisso.
Suas palavras carregadas de esperanças,
Tocavam naquele rapaz, que preferi silenciar.
Camus sabia que o renascer da Fênix seria vão,
Se a próxima atitude fosse suicídio novamente.
Que as cartas dessa mesa nos revele,
Que de fato, num futuro breve,
Essa decisão tenha sido a melhor.
E assim como me dissestes naquela praia:
Inevitável, mesmo que outras vidas houvesse.
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As palavras se foram, isso já se sabe.
Achava que as memórias também tinham ido.
Até que ao puxar o colchão até a sala,
Lembranças de tempos áureos vieram à tona.
De quando já adultos, vivíamos como crianças.
Daquele dia que juntamos papéis, lápis, canetas,
Brincamos de poesia, e da casa, um sarau.
Lembrei do nosso hambúrguer favorito,
E de como amávamos comer juntos.
Te vi no espelho elogiando minhas tranças,
Que finalmente tive coragem de por na cabeça.
Amava assistir contigo, qualquer coisa que fosse.
E entendi tudo ao ler aquela página do livro:
Extraordinário, mas sem ninguém pra aplaudir.
Bem, nunca estive tão bem comigo mesmo.
Nunca me senti tão reluzente, pleno, e em paz.
E apesar de ter meus amigos, primos e pais,
Não posso negar que foi muito bom
Quando tu estavas por cá também.
Às memórias persistem.
Não foram apagadas.
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Inacreditável o que chegara aos meus tímpanos.
Tu se adequa pra caber em mundo alheio?
Inadmissível o que chegara aos meus tímpanos.
E se tu dizes a verdade, ele nem te arrepia.
Impossível o que chegara aos meus tímpanos.
Você, liberdade até o limite,
Alcançou o limite da liberdade?
Eu não acredito.
Tu, leal a si, a ponto de desatar nós.
Por quem chegou ontem, cede?
Inacreditável o que chegara aos meus tímpanos.
Mas o que eu tenho a ver com isso?
Nada, apesar da indignação, apenas sigo!
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De repente é uma da manhã.
Você ri de pegadinhas com seus pais,
Numa folia fora de hora no sofá da sala.
Sem culpa, pressão, só leveza.
E uma certeza distante,
Volta a ficar evidente:
Se teu mundo cair,
Você tem chão pra pisar.
Se teu mundo cair,
Você tem sorrisos pra te sorrir.
Se teu mundo cair,
Você tem abraços pra te acalentar.
Que independente do que aconteça,
Você ainda é filho do José e da Maria.
E ali que você percebe
Que é rico do que o dinheiro não compra.
Que aquele verso do cidadão sem pátria,
Era mera percepção distorcida.
Que voltar pra onde eu sai
Me devolveu minha cidadania!
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Incrível!
Ainda impacta.
Não escrevo poemas,
Nem discuto,
Não tenho palavras.
Apenas silêncio,
O silêncio da alma.
Ele ainda impera.
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E de masking eu entendo.
Fiz isso minha vida toda.
E veja só, você me acusa disso agora.
Mas será uma máscara mesmo?
Sim, eu te entendo.
Sim, eu vejo.
Sim, eu te escuto.
Dediquei forças demais pra isso
Não é uma habilidade que se esquece.
"Amei demais pra fingir"
Mas tudo tem seu fim.
Até os filmes mais bonitos, e livros também.
Sinto muito pela dor que você vai sentir,
Parte de mim partilha dela também.
Mas adiar mais,
Talvez não ajudará.
Se for pra tirar o band-aid
Que seja de uma vez.
Authos II...
Tudo ficará bem no final(?)!
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