Cativo da própria humanidade
Numa parte do tempo não sinto Nada, noutra parte sinto aversão – Aversão a mim mesmo – nas Noites sem substância é quando Percebo o eco dessa situação. Invejo os marçanos, os loucos (Esses são livres), sou cativo Da minha própria humanidade E que tenta escrevinhar em troca Da alforria e poder viver do Jeito que me der na telha. Já não tenho os arroubos De idealista, o cansaço Sempre me vence, o cansaço Que não sei donde vem; todavia Ele vem e me joga contra as cordas, Um cansaço que percorre o abismo Da minha alma cega e aflita.
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