Nalgum castelo
Nada muda, mas tudo permanece: As coisas marcham numa procissão Interrupta, fúnebre, calada E sua essência mostra roxidão. Não existe mais nenhum retorno: A dor é algo que vai e que vem Sem destino certo, sofre-se com... Com as escolhas que estão além… O espírito tortura-se sem Saber qual cicatriz penetrante É a que deveras doí – a febre Domina o nervo delirante. Nada muda, mas tudo permanece E no crepúsculo amarelo, A solidão se achega, vive E se esconde nalgum castelo.
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