CXXXV
chega a manhã após a noite mal dormida. no chão o pé direito após o pé esquerdo; um pouco sonolento, um tanto meio lerdo; um gole de café me traz de volta à vida. visto ao avesso a blusa e as chaves, na saída, esqueço no ferrolho. Ao caminhar, eu quase tropeço no degrau da escada e vou de base. por pouco não me acerta um carro na avenida. na telha de uma casa, avisto um gato preto; esbarro numa moça e quebro o seu espelho; no bar derramo o sal... e um velho dá conselhos a quem suponho ser um de seus próprios netos. eu peço um copo d'água, as minhas mãos tão frias... e a senhorinha ao lado diz: “que lindo dia!”
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