O pecado promete tudo,
O desejo parece ser bom,
A ganância lhe dá o mundo,
E o espelho nos tira a percepção.
Depois vêm a culpa e a decepção.
A consciência perdeu a visão.
A vida é feita de comparação,
E o erro virou rotina. Perdão!
Me escondi da verdade, fui covarde.
Desisti da bondade. Já é tarde?
Bem no fundo do peito, algo arde.
Quem me chama nunca fez alarde.
Sou pecado, e tudo Ele sabe.
Sou um fardo, e a vergonha me cabe.
Eu me tranco, mas Deus tem a chave.
Me arrependo, e a vida finalmente se abre.
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Sou pássaro livre,
Dentro da gaiola,
A liberdade regride,
A árvore é uma escolha.
Nos entregar ao Senhor,
Ou aos desejos carnais?
Transmitir o Seu amor,
Ou ser como animais?
É que, ao passar do limite,
Nós escolhemos a morte!
Por mais que sejamos livres,
Nosso egoísmo é o norte.
Sempre sabendo de tudo,
Por que é que Deus não faz nada?
Julgando o Dono do mundo,
A carne mais uma vez falha.
Guerras e guerras aguardam,
Mentiras sempre afastam.
O livre-arbítrio é uma arma,
Nossa alegria é falsa!
Seguimos culpando Deus,
E Ele a nos perdoar.
Sei que os desejos são meus,
Mas decidi Lhe entregar.
Pra minha vida guiar,
O meu pecado afastar,
Tudo que chamei de lar,
Hoje vou abandonar.
Meus vícios e tudo o que amei,
E tudo o que me afastou.
Só sei que nada eu sei,
Por isso entrego ao Senhor.
Quero uma vida de amor,
Palavras de compreensão.
Por que escolher a dor,
Se existe outra solução!?
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As trevas se tornaram luz,
A luz organizou o caos.
A terra vida produz,
A Palavra moldou o barro.
O céu encontrou seu lugar,
O limite encontrou o mar.
O sopro se tornou ar,
E a vida decidiu chegar.
Somos frutos de um Criador,
Que transmite a nós o amor.
É por isso que temos valor,
Mas por que espalhar tanta dor?
Quando foi que esquecemos?
Como foi que aconteceu?
Nem mesmo percebemos!
O erro do nosso eu!
Tanto julgamos...
Tanto apontamos...
Tanto culpamos...
Mas quando assumimos?
Quantos nós somos?
Tantos e tantos!
Quem enxergamos?
A máscara ou o sonho?
E quando acordarmos,
Quem nos tornamos?
Anjos ou santos?
Ou apenas humanos!
Falhei, me arrependo.
Sou mais que um tropeço.
Reconheço meus erros,
E busco um recomeço.
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Somos o fruto do pecado,
O caos, o mau, o amargo.
Somos a escolha que não deu certo,
E mesmo assim, especialistas em apontar o ego.
Somos a mentira que parece verdade,
A ovelha que escolheu ser lobo,
Somos feitos de ignorância e vontade,
Menos a vontade daquele que nos fez corpo.
Somos a falsa gratidão,
A repetida oração,
A maior mentira,
Da população !
Quando é que "santificamos o Seu Nome" ?
Nós somos aqueles que criou a fome !
Como pedimos que "seja feita a sua vontade" ?
Se pra cada minuto do dia, há uma atitude covarde !
Confiamos mais em nós do que em qualquer um dos nossos irmãos,
Somos aqueles que menosprezam o pó, somos nós quem amassados o pão !
Temos coragem de pedir perdão, nós, os amantes da tentação !
Somos incapazes de perdoar um esbarrão, mas sempre exigindo perdão.
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Eu, que tanto dependi da minha capacidade,
Já não sou mais o mesmo.
Que tanto me escondi da verdade,
Já não estou mais preso !
Suplico tua presença,
Recebo a sua graça,
Te busco em persistência,
Encontro a tua calma.
Te entrego meu desejos,
Recebo teus conselhos,
Mudei meus pensamentos,
Já não sou mais defeitos.
Ainda sou pecados,
Tu, és inevitável,
Eu já não sou amargo,
Pois as vezes me calo.
Eu grito o Seu nome,
Só que me falta voz,
Afinal, sou só um Homem,
E tu, pensa no Nós!
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Essa procura por poder, que todos vocês querem,
Enchendo o ego sem pensar, naquele que se fere,
Feridos com o ferro da ganância! Assim a vida segue,
O povo pobre em extinção, servindo de pele.
As vezes, paro e penso um pouco, nada aqui é novo,
Isso é um ciclo viciante, poder contra o povo,
Acabam com o povo, que trabalha pela vida,
Jornadas desgastantes, por um prato de comida.
Não vem falar pra mim sobre, meritocracia,
Que exploda na moral, essa sua mérito hierarquia,
Querem, salvar a economia,
Nem que pra isso, for preciso, ignorar algumas vidas.
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Distante daqui,
Tão perto de lá,
Juntando sementes,
Plantando sem pá,
O inferno é ali,
Seis chama de lar,
Sou vazo quebrado,
Vencendo o azar.
Diante dos sábios,
Sou tolo em rezar,
Pedindo conselhos,
Decidi mudar,
Meu rumo destino,
Pra que vou cantar ?
Se o meu caminho ,
Venci ao calar.
O que ninguém sabe ,
Não pode estragar,
Conselhos de gente,
Que nem sabe amar,
Perdidos no mar ,
Sempre a murmurar ,
Nada diferente,
daquilo que há.
Debaixo das trevas,
São irracionais !
Sozinhos, cansados como gira sois,
Eu me sinto só ,
Tem gente demais ,
É que ao meu redor ,
Todos somos pó,
Todos tão iguais.
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Sou só eu que desejo isso ?
Que cansou daquilo ?
Enjoado disso ?
Desse tanto disse ?
Daquele me disse ?
Que descompromisso !
Quem é sociedade?
Todos tão aflitos...
Sou só eu que desejo isso ?
Que falem verdades,
E calem covardes !
Que pensem nos passos,
Não pisem nos cansados corpos,
Que matem o ego,
Reviva alegria,
Que guiem o cego,
Não pra armadilha.
Meu peito ardia,
Dentro da agonia,
Risadas debocham,
De noite e de dia,
Dos que fazem bem,
Sem nem ver a quem,
Dos morrem várias vezes
Pra viver só uma delas.
Sou só eu que desejo isso ?
Que amem o outro,
Que não façam pouco,
Que o dinheiro porco,
Não mate o povo,
De novo e de novo,
Ciclo vicioso,
Que o ego morra,
Junto com o ódio!
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Eu ando sentindo a fadiga,
Aquela, que anda com a vida,
Até já virou minha amiga
Mas eu inicio a corrida.
Que vá para longe, agonia,
Que se aproxime, alegria,
Que volte o tempo que ardia,
Que o fogo me tome, de dia.
As vezes a gente acorda sem vontade de fazer nada, mas o segredo é lembrar dos objetivos, dos porquês, dos aprendizados!
Se está dificl, é por que está certo, por favor, não queira estar errado !
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Harmonis3x
Teu cheirro desmancha o meu corpo,
Seu riso, remonta minha alma,
É como se som da sua gargalhada,
Fudesse minha mente em cada risada.
Seu toque reflete nossa intimidade,
Oceano profundo, um vento que arde,
Te olho e afundo estilo espaçonave,
Toda a dor do mundo me cabe.
Depois da tua voz, o mar fala baixo,
Depois desse "nois", na vida eu me encaixo,
Te encaixo em meu peito, te perco e te acho,
Te calo e te beijo sossego meu facho.
Nem tão sossegado.
Se sabe, eu sou água,
Te molho mas ponho
O fogo na palha.
Se queima meus olhos,
Só com a força da alma,
Me deve e eu te cobro,
Se sabe e me paga.
Me paga banquete,
Daqueles de gala,
Um doce bom quente,
Rebolado que amarga.
Se mata minha sede,
Minha fome e minha alma,
Uma pausa pro verde,
Enquanto se relaxa.
Sem tempo pra bad,
Tensão descompacta,
Se me grita help,
Te ajudo no tapa.
Depois me agradece,
Matei o que te mata,
Mas nunca o desejo,
Desse vento na cara.
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