Suprema felicidade
é repousar nos teus braços,
me deitar no cansaço,
que o langor do teu corpo me faz.
É saciar lábios sequiosos,
ns delícia dos beijos,
que a tua boca me trás.
Suprema felicidade
é permitir que os corpos,
se enlacem com fúria
na ânsia do desejo
que explode em espasmos
sucessivos de prazer
que escravizam,
que nos fazem servos
de mãos que castigam
quando acariciam...
Suprema felicidade
é ser um corcel arisco e fogoso,
em cavalgada magistral,
rumo aos píncaros do gozo alucinado
troteando sobre o macho tarado.
Suprema felicidade
é ser poema de carne,
que encanta,
que me torna um pouco santa
por tudo que fiz,
afagos, beijos,
carícias, atos insanos
que me fazem também meretriz.
Vânia Moraes
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Bom dia à todos.
Muito grata por ter encontrado tanta poesia
em pessoas que comumente esbarramos pelas ruas.
Gosto bastante quando encontro corações nos meus poemas.
Mas, nada como poder interagir, trocar impressões com outros autores,
o que não deixa de ser novos aprendizados.
Um dia de luz para todos.
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Há de se refletir o que é honestidade,
a quem devemos ser honestos
ou, simplesmente se enquadrar nos moldes, um dia após o outro,
com a certeza de que nada terá sido em vão
ao vivenciarmos com intensidade,
o que flui direcionado de um para com o outro...
É o que tenho feito.
Tô te vivendo com honestidade...
Tô me sentindo com honestidade
e, sem medo dos preconceitos
.
Confesso que a ideia,
do nada para lugar nenhum,
as vezes me incomoda.
Mas,
e, se deixarmos de vivenciar
tudo isso também.
Não seria começar uma caminhada
do lugar nenhum para o nada?
Viver sob a tutela do acaso,
é ser presa da inquietude ansiosa por nós dois.
Devemos honestidade ao amor?
Ou devemos amor
ao que acreditamos ser honesto?
Difícil responder...
Vânia Moraes
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De tantas águas,
em tantas marés,
sinto-me naufragar...
O sal queima...
O sol desidrata...
O horizonte é um vasto nada.
À deriva, está o sonho,
que cansado de remar,
busca a tábua de salvação
para fatiar a dor
de não ser realidade.
Vânia Moraes
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A história da humanidade,
é dividida em capítulos de agonias
sobre páginas purulentas.
Com audácia,
o homem pensa ter tomado
das mãos de Deus,
as rédeas do seu destino,
traçando ferrenhas diretrizes
em nome de um futuro amaldiçoado.
Sob o pó dos caminhos,
acompanhado por seculares
sombras noturnas,
é vítima dos próprios
atos egoísticos.
Refletidos em seus olhos,
estão os brilhos dos punhais traiçoeiros.
Nas atitudes,
a força dos machados de sílex.
Seus dias são tecidos com a inglória
das vitórias banhadas
em sangue e desgraça,
em uma procura sem fim ao poder
e a onírica felicidade
que fugazmente passa.
Vânia Moraes
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Dominada por um beijo suave,
demorado e pecaminoso,
caí sobre o leito.
Tua língua voraz lambia,
corria por minha boca,
queixo e rosto,
tal fruta deliciosa.
Oferecendo
e pedindo carinhos loucos,
me dominavas.
Carícias insensatas,
convidavam para um combate
corpo a corpo,
para afagos e loucuras,
no deslumbre da carne.
E eu, senhora e serva em tua cama,
te alimentava em meu seio,
satisfazendo tua gula,
tua gana.
Tu,
apenas um escravo a trabalhar no corpo da mulher feito fera,
que se deixa dominar pelo fascínio dos corpos febris
rendidos aos toques
que conduzem ao caminho inconquistável do paraíso.
Vânia Moraes
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SEX FONE
Palavras quentes
despertam a libido,
despertam desejos,
sinto sede do teu beijo.
Anseio estar com você
e fazer do meu corpo fértil
um campo florido para tuas mãos.
Abrir-me feito rosa aveludada
com o aroma de fêmea molhada
pelo orvalho das entranhas
desperta em sua fonte
pela solidão da fria madrugada.
Flor colhida no ato do desejo,
nas imagens concebidas por palavras,
no prazer solitário
onde dedos correm,
penetram
e defloram a mulher amada
no dedilhar das próprias mãos,
no som da máscula voz
que dita a trilha do gozo extenuado... A sós.
Vânia Moraes
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Eu sou uma afronta...
Não tento domar meus sentimentos ávidos,
nem sei pelo quê,
com a funcionalidade de quem deseja salvação.
Não gosto do ritmo previsto pela lógica da sociedade,
que vive a desorientar os covardes,
para com seu arsenal de benquerenças frustradas
e vestidas pela utopia.
Não há estrada segura para quem é afoito
e, é nela que gosto de caminhar.
Vânia Moraes
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No carinho despretensioso,
o desabotoar da fantasia
dos corpos dispostos,
perfeita consonância.
Desafio o teu desejo
a cravar os dentes
no frisson crescente
do meu segredo perfumado.
Vânia Moraes
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PARA REFLETIR E TROCAR SUAS IMPRESSÕES COM A POETA.
INTERAÇÃO É MUITO IMPORTANTE PARA NOVAS INSPIRAÇÒES.
EVOLUÇÃO
Não existe perfeição na evolução, a base de toda evolução de um ser humano, está no livre arbítrio, sujeita ao erro, sujeita a maturação em um processo de dificuldades e tropeços.
O livre arbítrio, é um senso de direção que a vida nos deu, com um guichê de pedágio ao final, de valor não estipulado.
Não é recomendável burlar o tempo, escondendo em suas dobras, os eixos enferrujados do crescimento, porque o colo quente que nos espera lá na frente, depois do tal pedágio, é o colo da verdade à prejulgar nossas intenções na evolução rota e capenga a que nos propusemos.
Para chegarmos inteiros, lá no tal pedágio de preço inestimável e intransferível, é preciso se destacar do amontoado da multidão, como à entrar em uma fila organizada, para buscar a si mesmo na falta dos escrúpulos e, se identificar nos próprios pecados, auto resgatar-se dos escombros daquela mágoa tão intrínseca.
É preciso se expor na ferida aberta, sem temer a efervescência da água oxigenada no rebuliço dos nossos conflitos.
Para evoluir, é preciso sangrar na balança do amor.
Vânia Moraes
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