Eu nunca vi o Corcovado
Eu nunca vi o Corcovado, Eu nunca vi o mar nem tenho pressa. Mas também, Eu nunca vi meus filhos brincando, Nunca vi minha mãe morrendo E meu pai definhando com a morte da minha mãe, Ou vice-versa. Eu nunca vi meu corpo velho caindo, Eu nunca vi eu me vendo velho, Como imóvel numa casa, Despercebido. Eu nunca vi uma folha da minha 'comigo-ninguém-pode' nascendo, É sempre muito cedo ou muito tarde, Fica dentro de um espaço no presente, Inalcançável.
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