Porto Triste
Cai estrela pequena Tingi meu porto triste. Amena o porto taciturno Que só existe por existir. Ilumina o cais sem embarcações. Arde o fogo que nele já queimou Outrora morada de canções e paixões; Que com ação dos tempos enferrujou. Desfaz a merencória sombra; Que esconde as poças de minha memória Os gritos, a fumaça, os cigarros, as lombras, O apito, o suor dos tripulantes, olhares estrangeiros, abraços inzoneiros, os ferry- boates! Desfaz o ar penoso que já merço Tira do Porto sua solitude. Volte sua alegria de tempos atrás E que o agora, amanhã jaz, assim te peço.
Lita Monteiro
Lembrou-me das vezes que eu ia para o interior de ferry-boat.
Ulisses Araujo
Deveras Lita! me dá uma saudade daquele tempo - que nem faz muito tempo - em que o meu porto era vivo! E como é bom viajar em um Ferry-boat!
Lita Monteiro
O balançar e até mesmo o leve enjoo do grande barco me faz falta.
Ulisses Araujo
Bem lembrado! 😁😁
Irmão Julio Oliveira
Linda poesia 👏👏👏👏👏
Ulisses Araujo
Fico muito grato amigo Júlio! 🙏👍😁
Li
Que ótimo e belíssimo poema! Essa mistura de coisas concretas e memórias ficou show!!!👏👏👏👏🍃🍂
Ulisses Araujo
Obrigado Li, fico muito feliz de saber que você de fato entendeu a mensagem. Como todo mundo não vejo a hora de tudo isso acabar, que o nosso planeta viva de novo!
Li
Isso... Mas apesar de tudo, temos essa esperança!!!
Nilza Poetisa
Lindissimo poema Ulisses 👏👏👏🥰
Ulisses Araujo
Obrigado grande poetisa!