Marinheiro
O pouco que tinha, já me foi tirado. Agora, me resta o que tem: a lembrança. Cintila na criança, que tu era; a mais bela. Já se foi; fragata posta ao vento; Vai, trava tuas guerras; Suspende tuas velas, degusta teu relento. Cria teu oceano, desfruta tua indolência; Reparta as águas - outrora dos teus olhos; E finja; não diga que chora. Perpétua tua voz no ermo azulado; Ata o teu estorvo a corda, e o jogue no mar; Pois o vento é Judas, não só te faz, como nas rochas, te põe a levar.
Li
Ficaram ótimos,poema e mensagem!!! 👏👏👏
Ulisses Araujo
Muito grato Li!