Ulisses Araujo @Ulisses_Araujo

Ave

Olha como voa, Já desejei ser como ela; Voando assim atoa. Tem sua direção, Mas o vento é insensível; A joga a contra mão. Tão singela e delicada, Pobre ave, um pontinho no oceano; Em suas derivas vaga sem morada. Encosta no sol do meio dia, No fio, no jambeiro, na ponte... Se ajeita, enche o peito e entoa sua melodia. Melodia distante, que se sente; Nos deprimentes subúrbios, Consola a pobre gente. Óh Deus, só queria ser igual a ela; Mesmo pequena em relação a tudo, Encara a curta vida de maneira bela.

Comentários · 2

  1. Li

    Que singeleza de poema!👏👏👏

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    1. Ulisses Araujo

      Gosto quando você gosta Li!

    2. Li

      Valeu,amigo Ulisses! Também gosto das coisas da Natureza para compor os Poemas...😀✌🙂🙂

    3. Ulisses Araujo

      Sim; essa vida passa tão de pressa; contemplar esse lindo planeta e fazer como você mesmo falou, é um modo de gratidão. A vida é boa!

    4. Li

      A vida é boa e com poesia fica melhor!👏👏👏👋

    5. Ulisses Araujo

      👏👏👏👏👏👏👏

  2. Nilza Poetisa

    Lundo, lindo poema. As aves são assim Fontes inspiradoras.👏👏👏

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    1. Ulisses Araujo

      Muito obrigado Nilza, o mérito é todo delas!