Martírio
Contemplando o céu noturno e o seu manto estrelado como outrora contemplaste o santo lago e a montanha sou tomado, como foste, por temor e solitude e o demônio da tristeza me devora as entranhas. O amor que propagaste eu invejo, Manuel. Julgo eu mesmo e condeno a tua abnegação Imagino e compadeço com a dor que tu sentiste. Repugno-o e o admiro na mais vil contradição. Sob outras circunstâncias, numa época distinta, talvez fosse eu o mártir ou seguisse os passos teus. Neste inferno, no entanto, de esperanças desprovido, perambulo contemplando a real face de Deus.
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