Espírito
Meu seio morre Põe nele pregado Um epitáfio que diz; Aqui jaz Um homem que ama Morreu sordidamente A despeito da falta De sua dama. Porém, tu vens Como um candeeiro Iluminando essa trilha Que é meu coração. E o que era amargo Adoçou E o que era escuro Iluminou E o que era feio Enfeitou E o que era ausência Voltou O que era sozinho Amou. Vens como um isqueiro Primeiro limpa as cinzas Deixadas pela saudade E depois acende meu peito.
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