Lucas Tonini @Toniny
Drama

Rios de Sangue

Eu poeta, Gerador de outras formas de ver o mundo Percorro o caminho, Entre o céu e o inferno Conheço a dor, conheço o belo... Minha função é narrar... Embelezar a mentira... Aproximar o impossível... Nessa imprevisível linha do tempo Vi homens se tornado deuses Vi anjos iluminados, Irem para as trevas. Assim como homens derrotados Vi rios de sangue... Rubro angue... Banhado a ouro... Ouro regado pela ganância... Ganância maquiada pela luxuria Luxuria movida a ira Ira engajada pela inveja Inveja estagnada pela preguiça Preguiça perturbada pela gula. Gula devoradora de homens. Tomados pelo orgulho... Orgulho... Destruidor da humanidade... Tudo isso vi... No brilho do ouro puro... E o resplendor... Do ouro Brilha nas trevas deste rio de sangue. Isso tudo vi... Porém, não mais importa... Pois qui estou num berço de ouro... Envolto pelo calor da hipocrisia. Aqui estou! Enfrente a morte... E por sorte, vejo a verdade. Não sou um deus... Aqui estou, enfrente a morte... E agora escrevo a última estrofe: Apenas aqui, no último suspiro... Abro os olhos... E vejo...

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