Quem abraça
Também é abraçado
Pois toda ação
Gera reação de igual força e emoção.
Quem ama é amado
Quem fere foi magoado
E quem chora traz consigo
O poder de ser amigo
E de dar a si mesmo
O direito de ser confortado
Por isso abraça.
Motivo maior te dou:
O tempo já acabou.
O instante já passou.
E enquanto lia essa poesia
O futuro já se ia
E presente se fazia
E você se quer notou.
Abraça!
Abraça e afasta
Do peito todo pavor
Do coração todo rancor
Da alma o horror
Deixa sair de ti...
O que te impede de amar
E não permita se afastar.
Abraça e cala.
Pois no abraço não há fala.
E num abraço feito casa
O melhor é o silencio
Não precisa de mais nada
Ali tudo se fala
Sem sequer uma palavra
Abraça porque é bom
De se sentir o som
De dois seres
Numa só pulsação.
Abraça que o tempo para
E nessa vida que é tão rara
Se vislumbra um eterno
Que no abraço se faz perto
Por isso abraça e chora
Porque além de aliviar
De acalentar, amparar
Te permite demonstrar
O que há dentro do teu peito.
Chora.
Que a lágrima sussurra
O que garganta não pronuncia.
E a voz silencia.
Abraça antes que seja tarde
E faça do abraço
Ponte pra eternidade.
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O que é o tal do amor?
Procurei o entender
Busquei em meio ao meu saber.
E findei sem exatidão.
Difícil de se entender
Bonito de ser ver.
Dói no peito da gente
Quando esse amor se faz ausente
E já não está presente
O ser que nos faz contente.
Ferida que dói constante
É o amor não correspondido
Do ser que de tão querido,
Se torna inatingível
E faz sangrar novamente
Toda vez que vem a mente
Esse amor não entendido.
Tentei entender tua forma,
Mas, não tive solução.
Há quem diga que tua forma é de um belo coração
Há quem diga que a Cruz é teu formato real
Há quem defenda que nem cruz nem coração é teu formato final,
Mas sim luz e escuridão
Tendo em vista que quem ama
Sabe o que é padecer no paraíso.
Busquei a tua cor.
Me deparei com o vermelho
Versátil, feroz, sedutor
Perigoso, vergonhoso e até misterioso.
Cor melhor não haveria,
Para o sentimento que torna a vida
Um passeio só de ida rumo à despedida
Um pulsar de histeria
Que em meio ao sofrimento
Encontra paz e alento
No abraço do ser amado.
E se faz acalentando
No vermelho mais profundo
Que existe nesse mundo.
Se tratando de teu cheiro
Tem cheiro de forasteiro
Que trilha os picos da serra
Da terra onde ninguém vai.
Cheiro de abraço forte,
Tem cheiro da própria vida
Que se faz reavivada
Junto ao perfume do suor da pessoa que é amada.
Por fim, não sei o que é
Mas sei que me faz feliz
Um eterno aprendiz
Na arte de ir ao fim.
Fim da vida ou fim da morte
O amor nos faz mais forte
Pra sorrir e pra chorar
Pra cair e levantar.
E mesmo sem saber
O que é o tal o amor,
E sem entender porque me causa dor
Agradeço ao Criador pelo dom do amor.
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Há exatas 4 estações
Unimos nossos corações
Num abraço de emoção.
Na tentativa de aliviar
As tristezas daquele mar
E o que hoje faz lembrar
É a saudade que aqui está
Neste mesmo coração
Que um dia foi acolhedor
Em meio da tua dor
Tem gente que escreve até boas poesias
Pra rimar amor com hipocrisia
Mas, eu faço diferente,
Rimo a saudade com as tempestades
Frias de minha'lma.
Hoje faço memória, de um fato esquecido
Pra lembrar, que mesmo estando longe
Ainda ei de me lembrar
Do prazer de me doar, por te amar
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Lembrei de você
De um passado onde sorriamos
Sem nos preocupar com nada
Observando juntos a lua da madrugada
Lembrei de ti
Nas músicas cantadas
Todas desafinadas
Pra te ver sorrir…
Dos poemas bobos
Pra te divertir
E do céu hoje te ouvi
A cantar para mim…
Lembrei bem assim:
Daquele dia a cavalgar
Rumo a um mar.
Também das histórias que contou
Pra mim dormir
Pra meu medo ter um fim…
Em um sonho te vi…
A dizer para mim:
O reino da saudade é um lugar.
E só pode nele entrar
Quem descobriu o que é amar.
Mas, por favor não chore por mim.
Pois é neste reino que pode me encontrar
Sorrindo pra ti
É só fechar os olhos, e lembrar…
Aqui o passado te confortará.
Neste reino saberá
Que nem a morte pode nos separar
E que isso não basta pra
Eu deixar de te amar.
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Eu poeta,
Gerador de outras formas de ver o mundo
Percorro o caminho,
Entre o céu e o inferno
Conheço a dor, conheço o belo...
Minha função é narrar...
Embelezar a mentira...
Aproximar o impossível...
Nessa imprevisível linha do tempo
Vi homens se tornado deuses
Vi anjos iluminados,
Irem para as trevas.
Assim como homens derrotados
Vi rios de sangue...
Rubro angue... Banhado a ouro...
Ouro regado pela ganância...
Ganância maquiada pela luxuria
Luxuria movida a ira
Ira engajada pela inveja
Inveja estagnada pela preguiça
Preguiça perturbada pela gula.
Gula devoradora de homens.
Tomados pelo orgulho...
Orgulho... Destruidor da humanidade...
Tudo isso vi...
No brilho do ouro puro...
E o resplendor... Do ouro
Brilha nas trevas deste rio de sangue.
Isso tudo vi...
Porém, não mais importa...
Pois qui estou num berço de ouro...
Envolto pelo calor da hipocrisia.
Aqui estou!
Enfrente a morte...
E por sorte, vejo a verdade.
Não sou um deus...
Aqui estou, enfrente a morte...
E agora escrevo a última estrofe:
Apenas aqui, no último suspiro...
Abro os olhos... E vejo...
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Penso apenas em me conter
Mas preciso dizer o que sinto por você
Mas, como?
Como a lua
Iluminada pelo sol
Assim é minha'lma
Que que brilha ao estar com a tua
Ainda sem saber dizer
Uso do comparar
Para tentar expressar
O que há em meu peito
Num perfeito eclipse lunar
Sofro, por haver um mundo a nos separar
Me impedindo de contemplar teu esplendor
Mas, sei que ei de me alegrar
Quando num raro eclipse solar
E o mundo não mais se opor
Estarei a admirar…
Teus lábios a falar:
Estava a tua espera, meu amor.
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Qual perigo sem fim
Me perco em mim
Em um pensamento
Que neste momento está a me ferir
Olho para o céu
Um véu negro estrelado
Unificado e estagnado
Com aquilo que contempla.
Ele abraça, este mundo
E vê a cada segundo
As loucuras de um amor
Se misturando com a dor
Doída da solidão
Regida pelo egoísmo
Amor solitário,
Focado no EU
Me perdi em mm…
Na busca do sim
Deste céu que contemplo
Esperando você.
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