Interligados
Lá do alto eu escuto: “Ele pode tudo.” Volto pra mim. Sem receio, sorrio tímido: eu posso, sim. Obrigado, desconhecido. Digo: amigo, que me alimenta, se ausenta da própria existência e segura de longe a minha mão. Te protejo distante, e onde você sonhou ir, caminho. Piso em pedras quentes, me arrisco. Afeto culposo, diminutivo em progressão. Vejo se todos são dignos: desminto Amargo a bala que miram em ti, misturo com o que eu sinto. Acha que tudo é bonito, que todos são seus amigos. Conservo enquanto ignoro a validade, porque, caído, caminha até mim gritando: “Você fez muito.” Sinto que fiz o mínimo.
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