Talita Reis @Tizzy
Poema

Dualidade

Sou feito de estrelas, de luz infinita, mas também carrego um buraco escuro, um ponto denso, onde a alma hesita, no horizonte onde sou o futuro. Me vejo em galáxias de possibilidades, centelhas de sonhos, constelações de dor. Sou brilho que nasce, mas em densidades, afundo em mistérios do meu próprio torpor. Em cada estrela que morre e renasce, vejo meu peito em pulsações tardias. Sou luz e vazio, numa dança que trace, caminhos que fogem, mas também me guiam. Sou universo em expansão e retração, um paradoxo de força e queda. Estrela e buraco negro em fusão, um ser que se perde, mas nunca se entrega.

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