Thalles Nathan @Thalles_Nathan_7
Sociedade

Noites Artificiais

​Pernas pro ar adeus, moralidade... Sonho que é minha; Teu corpo é minha quinta pele. Fantasio todos os dias com o que me fere. ​Entre a noite e a pressa do gozo, Beijo proibido; É hora de manchar batom. Camarim dos pecados, desejos e delírios; Espelho no teto e luzes de néon. ​Toca o rádio Prazer disfarça a tua melancolia. Entende de mim, Assumo as ironias. ​É só um quarto barato no fim da rua, Onde o amor é encenado e a culpa paira... doces maravilhas. Onde o macho frágil está em carne crua Noites artificiais... ​Cinzas de um cigarro desenham as trilhas, Vícios, sussurros... gemidos ardentes. Um celular vibra no canto, insistente. Lá fora espera quem não faz parte. A traição dança sozinha, Entre o que se diz e o que se cala, Colorindo espaços vazios Com dores e presenças de quem se apunhala. ​Foi num motel barato no fim da rua, Onde o amor é encenado e a culpa paira. Onde o macho frágil está em carne crua Noites artificiais, Vícios de homens normais. ​A cidade inteira conspira, Guarda segredos, entrelaça as pernas. Oh, meu bem... Esquece o mundo, Fecha os olhos e respira. ...Adeus, moralidade... Vícios dos que dormem em paz Thalles Nathan

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