Noites Artificiais
Pernas pro ar adeus, moralidade... Sonho que é minha; Teu corpo é minha quinta pele. Fantasio todos os dias com o que me fere. Entre a noite e a pressa do gozo, Beijo proibido; É hora de manchar batom. Camarim dos pecados, desejos e delírios; Espelho no teto e luzes de néon. Toca o rádio Prazer disfarça a tua melancolia. Entende de mim, Assumo as ironias. É só um quarto barato no fim da rua, Onde o amor é encenado e a culpa paira... doces maravilhas. Onde o macho frágil está em carne crua Noites artificiais... Cinzas de um cigarro desenham as trilhas, Vícios, sussurros... gemidos ardentes. Um celular vibra no canto, insistente. Lá fora espera quem não faz parte. A traição dança sozinha, Entre o que se diz e o que se cala, Colorindo espaços vazios Com dores e presenças de quem se apunhala. Foi num motel barato no fim da rua, Onde o amor é encenado e a culpa paira. Onde o macho frágil está em carne crua Noites artificiais, Vícios de homens normais. A cidade inteira conspira, Guarda segredos, entrelaça as pernas. Oh, meu bem... Esquece o mundo, Fecha os olhos e respira. ...Adeus, moralidade... Vícios dos que dormem em paz Thalles Nathan
Comentários · 0
Nenhum comentário ainda. Entre para ser o primeiro a comentar.