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Th Alves

@ThAlves · desde 2025

Futura Escritora📖🖋️

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Uma mente em preto e Branco

Ela esteve comigo em todos os momentos e guardava muitos dos nossos segredos. Era uma boa amiga, embora, em alguns dias, nem tanto. Em cada canto, ela me moldou, me aquietou e me confortou. Porque, no fundo, só ela sabia a hora de me matar; apenas esperava o momento exato para isso.

A morte de um pássaro

Eu só queria uma dose de morfina, queria o silêncio; já havia muito barulho aqui dentro... Eu gritava feito um canário dentro de uma gaiola, arrancando as próprias penas. Você se foi, mas eu ainda via a manta sobre seu rosto, a maquiagem disfarçando um possível ‘choro’. Tua partida era minha sina, minha ruína — mas disso você já sabia.

Sóbrio

Que idade eu tinha? Não me lembro… eu vivi muitas idades. E também muitas mortes. Mas o que ninguém sabia é que, em todas elas, eu estava sóbrio — sem nenhuma gota de morfina, sem adrenalina, sem socorro.

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Drama

Seu silêncio era meu barulho

Era estranho aquele barulho em um silêncio tão absoluto; ecoava em meu peito a sua partida. Já não fazia mais sentido. De uma forma ou de outra, eu entendia sua ausência. Se minha poltrona escrevesse poemas, todos eles seriam de culpa — afinal, era algo que tínhamos em comum.

Sem titulo

Eu te espero em todo entardecer, mesmo sabendo que você não vai chegar...

Morte

A morte é algo ridículo… é o eco do fracasso de um condenado dentro de um hospital, em 12 horas de plantão para sobreviver; do estudante de medicina que não tem tempo de comer, ou até mesmo do atleta que corre todas as manhãs. uma artéria entupida — o fim de uma vida. O cigarro que você não acendeu, o vinho que não bebeu, o abraço que não recebeu… nada disso te fez ficar. A morte trabalha em silêncio, e não existe recomeço. Ali, uma mãe chora, um filho implora, e o caixão não é berço. E o que resta é fluido, um penteado e algumas flores do lado, ou um último final de tarde!

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Contra Ataque

Eu carregava o seu caixão com a mesma força com que pedia o seu perdão. Talvez, no decorrer da minha vida, você tenha feito o mesmo... Desespero? Era o nosso olhar de desaprovação um para o outro. Sem jogo — era simplesmente recíproco. Mas colocar a mão sobre o seu peito e não sentir o seu coração pulsar, nem que fosse de raiva, era assustador. Sua pele fria e rígida, me encarando... Não te ouvir respirando me fazia repensar se, em algum momento, eu fui bom.

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Possível perda.

Recalculando minha rota de fuga, sua ausência não me assusta, mas me traz dúvidas. Por que eu me importo? É sentimento ou culpa? Você se foi… e levou um pedaço de mim com você. A questão é: por quê? Você já partiu tantas vezes e nada mudou, mas agora é diferente. Talvez seja a dor. A dor de te ver pegando em meu pescoço sem nenhum esforço, a dor das queimaduras — e, nelas, as ataduras. A dor do meu desprezo ao te olhar. A dor da despedida, até mesmo em vida. Eu nunca fui digno, mas você também não. O que restou para nós foi um último “pedido de perdão”, no escuro e sem palavras… a pior forma de descobrir que eu ainda te amava. Ou seriam as memórias inesquecíveis com você? Pode ser. Uma despedida? Difícil dizer…

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Nós somos um câncer

Houve um tempo em que achei que minha energia ajudava as pessoas, que eu ia ser o porto seguro da minha mãe... mas muitos anos se passaram, e o olhar da minha mãe por trás da mesa de jantar era inconfundível. Não teria perdão na vida que apagasse aquele olhar. Aos 20 anos morri, aos 27 sobrevivi, mas aos 30 não estarei aqui. As pessoas são como câncer: chega em silêncio e sai matando tudo, te corroendo de fora a fora.

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Um pecado a menos

Uma criança normal, com sorte de principiante — assim eu era, ou pensei que fosse. Tudo é real, não é coisa da sua cabeça. Quando você começou? Você se lembra? Eu me lembro. Lembro-me perfeitamente. Eles queriam te enganar, queriam que você acreditasse que estava tudo bem. Aquela boneca, aquele DVD, aquele tapete no chão do seu quarto… era tudo apenas mais uma mentira. Quando eu me for, não haverá dor. Não haverá sinais, nem vestígios. Não haverá sangue, polícia ou perícia. Não haverá hora nem dia marcado. Esse era o combinado. A paz de espírito pouco me importava; eu queria a paz do corpo. Essas eram as regras da vida.

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