HÁ UM MONSTRO DEBAIXO DA CAMA
Num pútredo momento Fitei nas entranhas do aposento Um monstro boçal, agourento Que apraz meu sofrimento Meus fantasmas fugiram Os demônios se esvairam Temendo o desatinado sujeito Que arraigado ao pé do leito Sorvera o canto do peito E nas horas mais profundas Debaixo da cama, oriunda Vem a insonia em noite pálida Arranca-me a manta cálida E me atira na gélida cama Aspira o vigor, débil clama Meus olhos sem lume, profana E atroz, meu riso afana Entre as teias de aranha No assoalho de dor tamanha Alapou-se a torpe aberração Refastelo-me por cima Ele espreita no frígido chão Trincheiras do vil colchão. Batalha da escuridão! Há um monstro debaixo da cama De codinome depressão
Nilza Poetisa
Forte e perfeito teu poema Faz tempo que não te lia. Sempre tem poesias reflexivas. Há Eu tenho um áudio antigo Com esse título.
(NEGRO ESCARAVELHO)
Obrigado! Vou ouvi-lo.
Nilza Poetisa
Faz tempo Foi na época da Corrente do Bem Eu errei o título É *Calem as vozes que tentam te calar.* Mas fala num monstro embaixo da cama .
Nilza Poetisa
Claro que faz tempo que não te lia Vc desapareceu do app Vi agora Que bom que voltou