(NEGRO ESCARAVELHO) @Tetelo

HÁ UM MONSTRO DEBAIXO DA CAMA

Num pútredo momento Fitei nas entranhas do aposento Um monstro boçal, agourento Que apraz meu sofrimento Meus fantasmas fugiram Os demônios se esvairam Temendo o desatinado sujeito Que arraigado ao pé do leito Sorvera o canto do peito E nas horas mais profundas Debaixo da cama, oriunda Vem a insonia em noite pálida Arranca-me a manta cálida E me atira na gélida cama Aspira o vigor, débil clama Meus olhos sem lume, profana E atroz, meu riso afana Entre as teias de aranha No assoalho de dor tamanha Alapou-se a torpe aberração Refastelo-me por cima Ele espreita no frígido chão Trincheiras do vil colchão. Batalha da escuridão! Há um monstro debaixo da cama De codinome depressão

Comentários · 2

  1. Nilza Poetisa

    Forte e perfeito teu poema Faz tempo que não te lia. Sempre tem poesias reflexivas. Há Eu tenho um áudio antigo Com esse título.

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    1. (NEGRO ESCARAVELHO)

      Obrigado! Vou ouvi-lo.

    2. Nilza Poetisa

      Faz tempo Foi na época da Corrente do Bem Eu errei o título É *Calem as vozes que tentam te calar.* Mas fala num monstro embaixo da cama .

  2. Nilza Poetisa

    Claro que faz tempo que não te lia Vc desapareceu do app Vi agora Que bom que voltou