Olhos
Não olha nos meus olhos, não beija minha boca procurando a minha alma Não finja que me ama, porque um dia a gente se engana e começa a atuar Nesse delírio que vivemos a cada noite, a cada dengo de se aconchegar um no outro Sem saber os limites do abismo da tua solidão, da minha solitude Da tua libido e da minha angústia, disfarçada de ternura e carinho Como água que se enrola nesses moinhos, que se perdem nos rios desses mares vastos e vazios E que se encontram por acaso, igual eu e você Perdidos por ai nessas ondas de carência, de sobrevivência Nesse mundo que mata cada vez mais, os brilhos e encantos Que você enxerga quando olha nos meus olhos.
Nilza Poetisa
Quanto sentimento implícito em cada verso da poesia. Você tem um talento incrível. Bravíssimo Luiza 👏👏🤍🌺