04AM
três colheres de café pra uma xícara de solidão meu sangue ferve nas minhas veias essa luz bate forte na janela da minha retina e embaça tudo o que eu vejo em um palmo do futuro o meu telefone toca e penso no toque da tua pele frágil e macia eu te sinto no iceberg da ponta dos meus dedos é culpa do pouco sangue que circula. me conforta o vermelho que atravessa minha coberta da luz que vem de trás, amarela sol branco rosas brancas braços apoiados no portão enquanto a fumaça fuma meu peito imaginando que as coisas sairiam do meu jeito.
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