três colheres de café
pra uma xícara de solidão
meu sangue ferve nas minhas veias
essa luz bate forte na janela da minha retina
e embaça tudo o que eu vejo em um palmo do futuro
o meu telefone toca e penso no toque da tua pele frágil e macia
eu te sinto no iceberg da ponta dos meus dedos
é culpa do pouco sangue que circula.
me conforta o vermelho que atravessa minha coberta
da luz que vem de trás, amarela
sol branco rosas brancas
braços apoiados no portão enquanto a fumaça fuma meu peito
imaginando que as coisas sairiam do meu jeito.
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você nem acontece
eu dobro o tempo no canto da sala
esperando que o silêncio mude de forma
tem um nome seu que não aprendi a esquecer
então deixo ele aberto
como uma janela num andar que não existe
meu corpo é varado como quem sonha com espelhos
e cada palavra sua entra na minha cabeça
como se fosse chuva querendo ser lembrada
é como tentar guardar vento
em potes de vidro
e achar que ele vai
lembrar do meu cheiro.
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às vezes penso que você nem existe direito
ou que eu inventei você pra ter onde doer sem parecer loucura
sua ausência tem peso de coisa que nunca foi minha
mas ainda assim me habita como se tivesse me escolhido sem saber
tem palavras suas que viraram teto na minha cabeça
e outras que desmoronam devagar enquanto finjo que entendo.
Manhã desperta,
O café faz fumaça
Poesia no ar.
Desalinho em mim
Pensamentos entrelaçam
Confusão no fim.
Olha a chuva, meu bem
Veja o quão linda é
Gotas dançando e tropeçando,
Caindo e rolando,
Poemas recito cantando
É um lindo encanto!
Entre tantos conflitos;
A história é trágica
Soprei todos os detritos,
Hoje a noite é mágica.
Tão atrativo
esse charme no canto
dos teus olhos.
Eu me afogo
nesse seu oceano de dúvidas
Não me deixes esperando.
eu não sei amar você assim
Como escapar de você?
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