Vagalume
Não deixe o amor acabar, pois o amor é a última barreira para o precipício. Não deixe a razão se esvair, sem ela, não somos melhores que um animal quadrúpede. Pois, sem razão, o amor vira delírio, e, sem amor, a mente vira pedra, que o ódio consome. Sem o farol do pensamento, o instinto fica cego guiados pela pressa e pelo imediatismo, esquecemos de olhar para o céu e contemplar as estrelas caindo. Viver assim é o mesmo que já ter morrido. O belo desbotou e se tornou feio; até a arquitetura virou caixas quadradas. Esquecemos o simples, esquecemos a verdade. A mesma verdade que se foi com a extinção dos vagalumes.
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