A(mar) doce oceano
Despir-me de todo ressentimento, tristeza e caos. Lave-me dos pés à cabeça e purifique meu ser. Nadarei entre as turvas águas, não desistirei. Mergulharei fundo, onde o medo não me alcança, transformando a tempestade em meu próprio cais. Pois sei que, além da maré alta, habita a esperança, e, nas águas do tempo, não irei me perder jamais. Sim, eu tenho medo do fundo e da imensidão do mar, mas não deixarei que o receio paralise meus passos. Farei do medo a minha oração ao me entregar ao oceano, Desfazendo os nós e os laços, Vivendo o renascimento. Com a alma pura e lavada pelas águas salgadas desse doce (a)mar.
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