Na Noite, Olhando...
Noite de luzeiros atentos compondo o infinito, onde uma lua inteira vem boiar De espelhos líquidos refletindo hipocampos narcisos de crinas duráveis cavalgando do mar estrelas de azul tessitura De mulheres em fogo ardendo por delicadezas inesperadas de algozes temerários De sombras horizontais sob néons esgueirando-se por marquises de bares e boates De bruços e coxas, dominando por vulva e falo, a perder-se um no outro e mais outro, e outro... Noite por corsários sonâmbulos assaltada sem resistência Noite das praças, e o poeta ouvindo a música do amor, sem membros amputados.
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