O Homem Revisitado
111 Que insensatez me percorre agora A gritar pelo transitório Quando me fiz de reclusos civis E de enforcados Senhores da palavra? É a roupa que não me cabe A pele em camadas, a experiência Do espantalho no milharal? O homenino espera o descanso da infância O tribunal das Guerras mitológicas O rosto fuso-horário de paralelos e meridianos O homem escapulido de sua concha incólume Dos céus e infernos sartreanos liberto O rumor de anêmonas e hipocampos A arquitetura do objeto-livro O epitáfio preparado e revisado O amor que em tudo lhe move: De resto, não se altere o coração Dos patrocinadores da alta literatura Dos engenhos de minha terra. "...perdoai, sou poeta-menor" .
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