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Quando cansa o convívio social É tanto esforço pra tolerar maltratos, Destratos, falta de educação, Arrogância e até estupidez... Que o mundo anda abarrotado de soberba Anda emtulhado de mesquinharias... Ah os abraços afetuosos e sinceros! Ah a empatia e a simpatia! Os bons sentimentos Rareando como os rinocerontes em extinção Somos rinocerontes e não nos percebemos... Acaba a tolerância? A clareza? Bem vinda a era do umbigo próprio. Espulsemos os emigrantes Linchemos os marginalizados Voltem os Muros de Berlim As senzalas, os campos de concentração. É a contramão da história, Derrota, tão mais vergonhosa que a de Napoleão... E que ilha havemos de nos esconder Desse bicho tosco e irracional Desse sangue suga Que sabota toda vida Inclusive a própria Que legado seu é meu, é de todos... Mas que desaforo Vale só essa vista curta Esse pensamento pequeno Esse concretismo Em corações de aço Que é mais uma morte? Estatística Uma violência? Rotina Um desrespeito? É o jeito... É sofrimento amigos... É sofrimento... E eu me embruteci Diagnóstico: alergia social Que mal a humanidade me causou Fartei-me de loucuras, De bravuras e futilidades. Virei nuvem, vento, orvalho, Qualquer coisa outra Que não me defina Pessoa, gente, Humano, não, nem tanto Pena, só não soube nascer máquina. Autora Stela Sartori
Arturo
Gostei muito do teu poema!
Stela
Obrigada pelo carinho