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Eu li em teus olhos essa dor antiga, muda, latente, a espera pra transbordar como uma avalanche Vi teus soluços contidos chacoalhar Teu espírito, torcer em nós e anéis cada músculo do teu corpo Até dobrar teus joelhos Num oração involuntária Fervorosa Por essa tão Almejada paz Não disse nada... Que palavra abraça Um coração sangrando Angústia? Não fiz nada... Fiquei ali como uma estátua Pra que pudesse deitar No meu colo tua cabeça, Sem medo de desabar Sem medo de encolher Até o estado do átomo E todo meu silêncio Respirava amor Que a cura vem do tempo, das ausências, Dos vazios, dos espaços Criados para o recomeçar Esgotados deixamos Salgar as faces Até encher o córrego ao lado Misturamos o adeus, Os pontos finais Até a chegada Da esperança E amanhecemos O próprio despertar. Autora: Stela Sartori
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