Anatomia da invisibilidade
Sinto como se fosse apenas um recipiente vazio, Existindo para saciar vontades que não são minhas. Colocada de lado quando não o faço, Reduzida a um enfeite silencioso Um troféu na estante de um ego frágil e egoísta Uma doce ilusão Dentro de uma realidade distorcida, nunca questionada. Um desejo imperfeito, Malfeito aos seus olhos. Nunca realmente vista. Nunca verdadeiramente ouvida. Nunca compreendida. Apenas usada. Apenas ferida. Com gestos que machucam sob o disfarce do afeto, E palavras que corroem e nunca acolhem. Sem profundidade. Sem abrigo ou acalento. "Quantas vezes você já foi amada?" Nenhuma - eu diria.
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