Fúlgido
Se anuncia a partida, E logo o maestro escreve sua partitura. Juntam-se filhos, transitam pela rua. Só espírito há um bramido, E da sarjeta, o choro da viúva. Pois os ratos, malditos desgraçados, Roeram do sol os saltos, E já não estando alto, Derramou nos homens seus raios. Ai de seus cálices dourados, Seus cabelos escovados, De seus corpos decorados, Pois fizeram-se sábios, E forçadamente tornados, Rigorosamente doutrinados. E logo, abruptamente, Por desdém tomados, Tanto que cordas trançaram, E logo se viram no alto, Pendurados, por suas mãos trançados. Ai do homem, Pois se vê e não difere, Não sente e consente, Salva — vende. Pois foram desvendados, E viram a si como ratos.
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