Também sem título por enquanto
Virei quando me for permitido. Espero meus pesadelos cessarem, Estes que surgem quando abro os olhos. Aguardo apenas o fim dos rangidos, Estes, dos meus ossos providos, Que com lágrimas tenho lubrificado, umedecido. Confecciono, enquanto isso, escombros caídos, Meu corpo, como foi dito, Que cede ao delírio coletivo. Chamam-me uníssono, Como legião concebido, Onde muitos irreais casos, Descasos e cacos, Tem me servido. Clamo o apagar da vela, Chama velha, Que clareia a falha do meu ego, E brinca com as sombras de meus medos. Rogo pelo envelhecer, passar de eras. Para que pereça esta fera, besta gélida, E enfim reine a esperança sobre o receio. Escreva-me lamentos, Pois em júbilo sou atormentado. Espero enfim socorro, Meu enterro orquestrado, Para que se adube o amor, E me torne buquê para ti arranjado.
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