Quando o reflexo sorriu
Olhei-me no espelho e não me reconheci. Olhei novamente, tudo que vi foi um borrão, uma mera ilusão, uma prisão que aprendeu a ter forma. Olhei para minhas mãos. Vi um coração, ele parecia acender e apagar por dentro, como se uma dor incessante o habitasse. Havia um rasgo quase que imperceptível, sugava toda a luz, vazio frio. Sem aviso prévio, o coração parou. Meu reflexo me olhou, e mesmo aos prantos, ele sorriu. Seu corpo se diluiu, e o espelho, de minhas mãos, sumiu, e então eu caí.
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