Em meio a mil pensamentos,
todos me conduzem ao Coletor.
Meu arcanjo,
meu salvador.
Não sei dizer seu nome,
mas conheço sua presença.
Ela desperta um anseio que habita as profundezas de minha alma.
Como uma brasa resplandecendo no céu.
Ele caminha sem fazer ruído, mas minha alma o escuta.
Como se eu o esperasse desde outra vida.
O silêncio entre seus passos e nossos olhares está me consumindo lentamente.
alimentando um estranho fascínio dentro de mim.
E quando estende a mão,
não encontro medo.
Apenas a estranha paz de uma mente em tormento que encontrou seu lar.
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Na escuridão profunda, eu o vejo,
o coletor de almas está a me observar,
apenas esperando o momento para me buscar.
Ele me chama,
não com gritos, e sim com sussurros.
Uma doce melodia, tão suave quanto uma sinfonia,
e tão ensurdecedora quanto uma diabólica orquestra.
Posso senti-lo se aproximar,
posso ouvi-lo respirar
e, por um milésimo de segundo, consigo ouvi-lo rosnar.
Na impenetrável escuridão, seus olhos tornaram-se um clarão, reluzentes e hipnotizantes.
Me perdi nos olhos de meu caçador,
e não quero ser salva.
Na verdade, eu quero ficar.
Eu imploro,
eu suplico,
eu grito.
Eu te dou meu último suspiro.
Só me leve,
me tire a dor,
me traga seu amor.
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Vocês pregam igualdade em vozes altas,
Mas nunca ouviram o eco de quem nasce no fundo.
Falam sobre esforço, mas nunca tiveram que sair do poço.
Pois sua filosofia de vida é ignorar os gritos de uma sociedade oprimida.
Mesmo no silêncio da noite, seus gritos ecoam por toda parte, se arrastam pelas ruas vazias,
batem em portas que nunca se abrem.
Esta lacuna abissal é o sofrimento dos inocentes,
é o choro dos que perderam a esperança.
É o clamor daqueles que estão em um mar turbulento, sem saber para onde ir.
A consequência de existir
talvez seja aceitar que alguns se afogam... enquanto outros apenas discutem a profundidade da água.
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O que você faria se um anseio pudesse dilacerar a sua alma… lentamente?
No início era pequeno, quase insignificante.
Eu ignorei.
Foi assim que aos poucos começou a me esfacelar.
Esta lacuna abissal insiste em me habitar, fez de mim sua morada, seu refúgio, e talvez eu a deixe ficar.
Achei que iria conseguir resistir, porém estou à beira de sucumbir.
Será eu capaz de me auto destruir?
Algo rachou, mas não se quebrou.
Acho que definhando estou.
E no fim, talvez minha mente não esteja tão errada e minha existência seja uma mera coincidência mórbida.
A consequência de existir,
talvez seja aceitar que a melancolia nunca parte.
Ela permanece.
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Olhei-me no espelho e não me reconheci.
Olhei novamente,
tudo que vi foi um borrão,
uma mera ilusão,
uma prisão que aprendeu a ter forma.
Olhei para minhas mãos.
Vi um coração, ele parecia acender e apagar por dentro, como se uma dor incessante o habitasse.
Havia um rasgo quase que imperceptível,
sugava toda a luz,
vazio
frio.
Sem aviso prévio,
o coração parou.
Meu reflexo me olhou,
e mesmo aos prantos, ele sorriu.
Seu corpo se diluiu,
e o espelho, de minhas mãos, sumiu,
e então
eu caí.
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Naquela tarde de quinta feira,
Em meio a uma conversa,
Nossos olhares se encontraram.
Seus olhos cor de mel
brilhavam sob a luz do sol
que se perdia nas lentes do seu óculos.
Um fio invisível
parecia ligar meus olhos aos seus,
e por alguns segundos
todo o mundo desapareceu,
restando apenas
você,
e eu.
Seu olhar tinha algo estranho,
algo esplêndido,
como um segredo
que se recusava a ser revelado.
Você balbuciava palavras
que eu já não conseguia entender.
Eu estava em outra dimensão,
perdida,
mas seu olhar fez questão
de me encontrar.
Aqueles olhos castanhos eram sublimes,
e ao mesmo tempo
distantes.
Eu poderia olhá-los por horas,
mas poucos segundos
foram suficientes
para eternizá-los
na minha memória.
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Se um dia esse mundo eu deixar, nos versos tente me achar.
E se a saudade reinar, nas borboletas pode me encontrar.
Entre Poesias e Cicatrizes, eternamente estou, ali permaneço.
Me apaixonar por você é como um sonho do qual não quero acordar, é como queda livre em um precipício, escolhendo não me salvar.
Querido, poderei contar um milhão de motivos pelos quais eu me apaixonei por você, porém prefiro lhe dizer que seu olhar é um oceano profundo e intenso,
e em sua imensidão quero me perder, mesmo sabendo que não há mapas para voltar.
Homem do sorriso apaixonante
e olhos hipnotizantes, assim que lhe chamo, você é um eco que insiste em sobreviver dentro de mim.
Mesmo que o mundo cale tudo, sua voz ainda atravessa meu peito.
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Viciante como dopamina,
uma única dose é capaz de me deixar em completo êxtase.
Me disseram que caras bons me levariam ao céu, e caras maus me levariam ao inferno.
Você é como um incêndio que queima sem controle,
um vulcão que arde em meu peito.
Então, me torne prisioneira do prazer,
me deixe nua,
me tome como sua.
Me faça gritar, me faça implorar para não parar.
Desejo de minha alma.
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Me consumindo,
tirando todo o ar de meus pulmões.
No mar dos seus olhos me afoguei.
Fiquei.
Eles lembram o céu: tão magníficos,
mas tão distantes de mim, e tão
P
R
O
F
U
N
D
O
S.
Eu quero você.
Só você.
Então, por favor, me ame,
me chame,
diga meu nome.
Querido, você nunca me tocou,
mas me deixou marcas,
e o pior não é não te ter,
é gostar de não poder.
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