Espetáculo descortinado
A conviniência o fez tão volátil Tens tantas facetas das mais convincentes até as bem falsetas Como uma outra persona portátil E assim todos os instantes divididos parecem roteiros preparados a caneta O teu irreal é tão verídico que nem parece mais teatral Qual será a próxima plateia merecedora de sua conivência E a estratégia é cirúrgica a ponto de fazer o outro acatar tua lição de moral Aplausos para aquele que favorece a tua audiência E a marionete fugitiva, provavelmente engachada por outro ela não sabe viver de outro jeito E refém da culpa faz piada com o preço da multa de não estar a altura Enebriada pelo efeito de nunca poder ter feito próprio sem ter alguém aplicando defeito Não sabe manter postura diante de quem aprecia sua cultura Levou do palco em que não recebeu salário, apenas o conhecimento advindo do salafrário E agora constituída metade risada metade malícia Sabe fazer de otário do estagiário Até a polícia só não sabe confiar em quem vem fazer carícia
R E J O
gata escaldada