Girassol
Um dia, quero plantar um girassol, com a mesma cor dos teus cabelos, e, quando ele se inclinar diante do sol, Talvez eu veja nele um pouco de você. Eu ria de Fabrício Corsaletti, por ver nomes escritos pelo céu, mas hoje entendo seus olhos de poeta, pois vejo o teu nome escrito nas estrelas. Penso e falo tanto em ti, sem perceber, que até os astros já sabem teu nome, e quando perguntam se tu vais aparecer, meu peito sorri só de saber que tu vens. Lembro de ti chegando à minha casa, voltando da Bahia, e eu todo desordenado, fui sorrindo até você. Sentamos à mesa, esquecidos da hora marcada, e nenhum de nós queria deixar aquele lado. Falamos do que o tempo fez guardar, das águas que deixamos presas no peito, até que, de mãos dadas, pude enfim contar tudo aquilo que julgava jamais ser dito daquele jeito. E quando partiste, até meu gato quis saber quando tu voltarias para alegrar a casa, talvez ele também tenha aprendido a te querer, Pois você é a cura que minhas rimas abraça.
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