Te imaginei em mim
Te imaginei em mim Hoje caminhei pelas minhas curvas Com os dedos da saudade, Toquei minha própria umidade E encontrei teu nome em cada arrepio. Suspirei — Mas não foi o ar que me faltou, Foi teu toque, tua boca, teu cio. Minha mente te desenhou em mim, Pele contra pele, Fome contra desejo, Silêncio quebrado por gemidos contidos. Meu corpo chamou o teu Em cada tremor, Em cada impulso que nascia do centro, E morria no eco do teu nome. Vem. Não me deixes só com a lembrança. Meu corpo ainda pulsa No compasso da tua ausência.
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