Delírio
O torpor que me conduz a dor Como flor brota naturalmente Deixa quente a sensação física Intrínseca e latente envolve Resolve os porquês de tudo Me deixa mudo e confuso Do nada me encontro no vazio Não dou mais um pio, só observo Preservo e relevo a nuance do alcance O lance de sentir e só escrever sem parar Pensar é mecânico mas sentir é autêntico Esquizofrênico decretado, impulso desvairado Senti, escrevi, soltei, chorei, sorri, falei Mesmo só e com nó na garganta Após gastar pranto me acalenta o verso Reverso do avesso expresso Confesso e atravesso A dor de ser como estou Mas sou sem remorso porque posso Quero mas não devo mas escrevo Solto o que estava preso O peso de ser quem sou O suspiro que a alma soltou
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