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Sandro

@SandroVerso · desde 2024

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O som do silêncio

Vagando entre memórias Revivi pequenas histórias E veio o arrepio Como num dia frio Onde a saudade cumprimenta E meu afeto se sustenta Na sua ausência Ouço o som do silêncio Que ecoa em pensamentos Sobre todos os nossos momentos

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Delírio

O torpor que me conduz a dor Como flor brota naturalmente Deixa quente a sensação física Intrínseca e latente envolve Resolve os porquês de tudo Me deixa mudo e confuso Do nada me encontro no vazio Não dou mais um pio, só observo Preservo e relevo a nuance do alcance O lance de sentir e só escrever sem parar Pensar é mecânico mas sentir é autêntico Esquizofrênico decretado, impulso desvairado Senti, escrevi, soltei, chorei, sorri, falei Mesmo só e com nó na garganta Após gastar pranto me acalenta o verso Reverso do avesso expresso Confesso e atravesso A dor de ser como estou Mas sou sem remorso porque posso Quero mas não devo mas escrevo Solto o que estava preso O peso de ser quem sou O suspiro que a alma soltou

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Tanto

Esse tanto perdido É um canto sofrido Leva tudo que vem Veloz e lento Ao mesmo tempo Me torno ninguém Lágrima desce Peito estufa e enche Tanto chegou ao nada Eu passei sem perceber Descobri nada saber Fim da estrada

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Fluir

Como a correnteza de um rio Passam as memórias e histórias Faz fluir os sentidos intensos A verdade é como um espelho Reflete a imagem do desejo Não há sentido ao que se sente Sentir é minha principal vertente As frases fluem conforme as sensações Emoções pretenciosas sem intenções Lado certo do avesso Atravessa o que se expressa

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Pulso

Impulso avulso que ultrapassa o limite Palpita o coração e abre o apetite da libido O permitido, o escondido, o proibido... Tudo se mistura na fissura e na loucura Resta a sanidade de saber as horas Não há demora para que tudo afora devore Até que nada sobre além de um deslumbre Sob os escombros da sanidade invalidada

Suspiro

Sua lembrança é meu suspiro É nela que me inspiro Transformando em versos Entre dores e sabores dispersos Tudo foi tão de repente E hoje o tudo tornou-se ausente Tornou-se nada e ninguém Tornou-se fim e mais além Foi avalanche, onda, correnteza Foi passageiro mas cheio de certeza Hoje são dúvidas do que se passa Hoje é presença escassa Foi acerto e erro ao mesmo tempo Foi calor, frio, chuva e vento Se achou e se perdeu Foi você e eu

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Arrepio

Passou e nem senti A sensação veio aqui E foi sem dizer tchau Lembrei de cada segundo Do medo gostoso e profundo Um começo sem final Aonde anda aquela presença? Após intensa desavença Partiu sem querer voltar Mas voltou sem querer Eu a trouxe sem ela saber Que aqui ela sempre vai estar Numa memória aleatória Que da moral é escória Mas permanece mesmo assim A razão é superficial A emoção é fundamental Teve um começo sem fim Insisto neste anseio Permeio este devaneio Insisto na fantasia Enquanto lembro na escrita Irradia a paixão infinita Dia após dia

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Fantasia

Nudez da alma

Estava encoberto pelo verso que saiu Me desnudou de todo pudor e fluiu Expus a mais plena vontade viril Refiz a nudez da cena que se repetiu A alma nua porém desconcertada sorriu Era a energia acumulada que ela difundiu Ela é a vontade encorporada que me seduziu O corpo era vestido mas a alma se despiu E a mais profunda paixão se abriu Ela não mais se fecha porque nos definiu

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Conexão

Teu silêncio grita e me excita Faz ter atrito entre emoções Expõe mutuamente nossas pulsões Nos convida um para o outro Na devida medida fico envolto E te vejo perdida em meu querer solto

Fluxo

Trago aqui um dilema Um complexo teorema Solução ou problema? Você não sai da minha cabeça Chega em meus pensamentos de surpresa Qual fluxo de memórias devo seguir? Devo permitir ou impedir? Tamanha sequência de imagens Vão me conduzindo a margem De um rio de desejos sem fim

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