Lábios de saudade
Não que seja por maldade, Mas me despeça as honrarias De tê-lo incrustado em minha mente. Então desfaça o que tu chamarias De bom feito, presente, o que sente. Me entardece em teu celeste universo Que deveras ser, em ilusão, alheio. Tampouco, enxumas tu as memórias do verso Daquelas fotografias perdidas em anseio. Me desfaça o amanhã incerto Que por sonhos padece tal vil desejo. Me encobram os teus braços com aperto, Os muitos laços que nos amarram os beijos E que nos desgraçam os lábios em saudade. ●
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