POST MORTIS
. Que, quando morto, em meu corpo gélido, torvo Coloque uma venda no meu olho E dentro de minha boca, uma moeda de ouro Não quero ver pr’onde irei Ou mesmo o que me aguarda à fronte Esse é o motivo da venda E a moeda é pra pagar Caronte São tantos os infernos criados Eternos desagrados Que não sei qual escolher Pelos homens inventados Todos tão desesperados Pr'um Paraíso conhecer Eu quero a prova da existência E mantendo a insistência Meu caixão será como um abrigo Podem chamar de demência Mas não pedirei clemência Pois não é hora de fazer inimigos § ————————SUED
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