Amor honesto
Me beije, como se o mundo fosse acabar, como se sua boca fosse lâmina e eu, carne exposta. Me ame, com a intensidade de um fogo voraz, que consome até as cinzas e deixa marcas eternas. Me rasgue, abra minha pele com suas mãos, dilacere minha alma como quem brinca com o inevitável. Me mate, com a doçura do veneno, com a brutalidade do abandono, e depois me ressuscite com o calor do seu toque, como se eu fosse apenas sua criação. Eu sou sua, uma oferenda quebrada, uma poesia de dor e desejo, uma existência que só respira porque você permite.
Comentários · 0
Nenhum comentário ainda. Entre para ser o primeiro a comentar.