Sorriso pintado
Na lona gasta do circo da vida, ele entra em cena, alma ferida. O rosto pintado, vermelho e branco, cobre um silêncio pesado e franco. O público ri, mas ele se parte, cada gargalhada é um golpe na arte. Por trás da máscara, um olhar cansado, que nunca foi visto, nunca abraçado. Sapatos grandes, passos pequenos, carrega segredos, medos terrenos. E quando a luz apaga, sozinho no chão, resta apenas o homem — e não mais o palhaço, não. Porque sorrir para o mundo é seu juramento, mesmo afogado no próprio lamento. E quem aplaude, jamais percebeu: o truque mais triste… é que ele nunca riu de verdade — só sofreu.
Flor Noturna
Muito bom, poeta!
Sr Noturno
poemas eu demoro a pensar no que combina ou não, então demoro um pouco mais 😅. fico muito feliz que tenha gosta! isso me anima.