Oh, Doce Revolver ( Vindouro Suicidio)
Oh, doce amor O que me trouxeste? Qual a surpresa do dia? Trouxe me a navalha cega, Ou o brilho reluzente Da mesma faca sem dentes. Doce e linda, Como uma donzela Desnuda e silente. Oh, doce amor Saciáveis obstinacões Pactuam complacência. Procedentes vulgos Veem me em benevolência. Concede me a persistência. Mas me arrancam o labor. Vindouro Suicídio. Bruto e selvagem amor O vento dissipa a neblina E o céu sacode em raios dourados, Lá no auto uma nuvem de navalhas. É o claro arrebol joga nas casas O aço cortante das tuas palavras. Quanto mais fraco fico, Mais de ti necessito. Oh, doce revolver Que me trazes esperança De finalizar tudo com a morte nesse instante. De ser calmo, capaz e intolerante. Ato de suicídio Parece me o melhor exílio. Ato de suicídio Parece deleite meu apetite. Estou com fome Preciso me alimentar Preciso comer da morte invisível. Oh, doce revolver Capricho da imaginação. Esse estanho, granito Muito bem indivisível Fragmentos de vidro Argola de ferro, inepto sorriso. Aos pés da masmorra, meu capricho. Uma corda no pescoço. De frente ao abismo. Na imaginação fadigo . Vou pleitear com o destino. Apetite insaciável de um menino Que nasceu amputado e ferino.
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