Bruno Rafael M @ResKe
Arte

POEMA DE AMOR 2

Seria um veneno bem amargo Ou doce, fruta. Seria ao âmago Paparicar, ou verdades duras. Minha mente não é tão madura E hoje em dia cordas e atadura Marcam o corpo como runas. Caçando tesouros em dunas: Palavras precisam ser cuidadas Pois ao coração com "ferro fere" Nas cruzadas situações dadas Como desculpas esfarrapadas Pra mais um poema de amor. Não é sobre taças e vinhos Ou coração partido, sonhos. É em como viver sentindo Tudo e mais um pouco, ninhos Como pássaros se formam E no esquecimento terminam. Uma torre no vazio construída É um cárcere da alma e vida. Não é tempestade no copo d'água, É sim um transbordar de mágoa Que talvez me leve a ruínas Das profundezas dos mares. E o que eu mais gosto, prefiro (?) Sou uma tragédia, ou thriller Um episódio sem graça, filler. Sou reles guiando as marés: Outrora me sinto do olimpo Aos mares como Poseidon Ou talvez eu seja Hades Que perdeu-se no amor Trazendo a outros a dor. Talvez eu seja um tolo Que sem o único amor Decidiu beber do poison Encontrando enfim tragédia. O mundo é arredio, loucura. Das trevas que fiz as vestes Num quadro banhado a sangue O vermelho me fez astista A musa tornou-se a arte Então hoje serei Rafael A professar minha fé. A beber mais xícaras de café, Enquanto ouso grafar Mais um parágrafo de amor Sob o sol e a própria lua. Bruno Rafael M.

Comentários

Nenhum comentário ainda. Entre para ser o primeiro a comentar.