Foto de Bruno Rafael M

Bruno Rafael M

@ResKe · desde 2022

"Quis carregar o mundo em minhas costas e hoje escrevo poesias". "Quis ser compreendido, sou lido, mas não sentido..."

155 poemas 55 seguidores 58 seguindo

Seguir
Arte

LANÇADO AO ABISMO

Lançado ao abismo — Sem respostas. Tornei-me opróbrio destas infinitas notas. Crendo no amor neste mundo de agora: "Na busca sem pressa de perder a hora." Querendo a luz, não suas sombras. Desbravando o mundo. Não às ruínas. Novas memórias e sorrisos, não fotografias Que se folhea pra se lembrar de belos dias. Lançado ao abismo [...] Fadado a constatar o mesmo De um mesmo ciclo. Amor e tudo quanto cismo. Bruno Rafael M.

Continuar lendo
Amor

EU 3

Antes o sol brilhava mais forte. Revelava o mundo em seus raios. Hoje se pôs contra minha sorte, Indo embora sem ensaio. Eu era como o girassol Observando a tal estrela Até os céus em nuvens densas Em atroz decreto proibir vê-la. Igual rebelde neguei tal rol — Condenado a observá-la: Da distância tornei piada "Dizendo eles, não compensa" Olhar incansável para o alto Procurando quem já se foi. Bruno Rafael M.

Continuar lendo
Biografia

EU 2

Plantei escuridão no mar de "lumes". Não fui quem elegeram, não fui preferido Mas todo dia continuo aqui, perdido. Enquanto verte sentidos sem costumes. Nos meandros do percurso, mil labores. Não entendo se nasceram em mim amores. Não surgem estrelas — ou elas se escondem". Vaga luzes ao manto da noite. Memórias e um lapso Me sinto como o vidro. Coração em colapso — Culpo "Eros e suas flechas" Por disparar de forma cega. Bruno Rafael M.

Continuar lendo
Biografia

EU

Não sou convencional: Tô distante do ideal. Ponho-me no pedestal E lanço-me ao abismo. Amor tenho tão profundo Sons são mil ruídos. Há sol e se derrama chuvas Não tenho algum abrigo. Não sei se tenho amigos. Rodeado de inimigos. Não falo sobre pessoas, Mas sobre circunstâncias. Eu não consigo compreeender O que realmente importa. O que será que vai acontecer? Então o futuro tornou-se incerto Meus passos sobre areia E o vento escasso em um deserto. Bruno Rafael M.

Continuar lendo
Poesia

FELICIDADE É

Felicidade, o que seria? Uma conquista mais brilhante. Ou todo amor em um só dia? Viver por si, morte, ato instante... Fazer mudança, poderia? Se só tentasse, se constante Esta paixão, se doar bastante Até que ponto se encheria? Felicidade é amar tanto Enxugar todo, qualquer pranto. Vê-la sem medo de sorrir. Entender mesmo que o partir Tem seu motivo, qual recanto Próprio amor, um acalanto. Bruno Rafael M

Continuar lendo
Crença

...

P O E M A — E G O Reflete o espelho tudo que mais temo: *O quanto sou pequeno diante o mundo." Sinto dores, o amor foi-se, e restou Nada mais além do que eu sou. Bruno Rafael M.

Arte

NÃO QUERO VIVER POR LONGOS DIAS

Não quero viver por longos dias Nunca enxerguei necessidade, Já perdi sono e hoje a vontade De continuar apenas encenando. Não há escolhas, nem "eu te amo". Sou um entre milhares de cartas, Estou cansado, por isso não tramo Encontrar uma entre embaralhados... Dizem sobre infinitas possibilidades; Mas meu coração palpita em dores. Não quero que entenda ou que concorde, Desisti de tentar ser mais forte. Não quero viver por longos dias Me seria castigo, uma má sorte. A vida me sufoca... me devora. E peço que passe sem demora. Bruno Rafael M.

Continuar lendo
Arte

A DONZELA

PARTE I — ELE /ELA Há quem não se encaixe nos padrões — Que não entende o básico, concepções. Que se pergunta a natureza deste mundo E tenta em vão resistir às corrupções. Morreria por suas ideias, enfrentaria Em apostas de sua vida, todas as tentações. Um sorriso salva as vidas em precipício Por isso cores vibram e o sangue pulsa. O amor corresponde e foi assim desde o início: Quando predestinado se tornou o destino A quem já não sabe, ou se sabe, desatino Dos padrões pré-escritos. De amor uma carta à mão Que escapa das correntes: Vidas em suas mentes Espalham iguais sementes Para todo o universo. Dizem das possibilidades Quais as chances de encontrar O verdadeiro amor? Ou é desejo infantil Pensar que isso existe, Talvez um bocado vil... Viver em busca do impossível. PARTE 2 — DIVINA DONZELA Qual significado de existir Entre terrores e horrores. Onde olhos perderam cores E o cabelo já não brilha, Pele tornaram-se tintas Para ocultar cicatrizes Que a carne insiste Em dizer que não existe. Mas toda a dor persiste Sob camadas e camadas: A macular a alma. "És tu divindade — Menina? Mulher que foi muito amada Ou a vagar criatura No silêncio onde som não habita. Onde o socorro não alcança E as luzes apenas piscam Em códigos jamais entendidos. Fora tu amada por aquele menino? Divina donzela — deusa da terra Qual nome que tua alma carrega?" Não dispara mais as flechas — O que significa viver dividido Entre mundos e tarefas. És ou sou? Somos ou sois Como sóis sem seus luares Humanos ou... Apenas dois Caminhos que nos separa Entre os céus e a terra Ó, Divina donzela. BRUNO RAFAEL M.

Continuar lendo
Arte

31/12/2025 — UM POEMA SOBRE

I — LIVRE Última semana e já não sei o que penso Perco horas escrevendo páginas de textos. Me sinto enlouquecido, ou é só pretexto — De amar sem ser amado, sou propenso 'Às dores dum poeta', se chama sentimento. É difícil encarar a face, quando envergonhado Pois pior que a ira é a decepção. Pior do que a morte, a paixão. E o silêncio é pior do que a rejeição Pelo transtorno que em si é gerado. II — DEZ Qual o gosto de viver nesta terra Entre quadros em diferentes tons Onde a pele tanto marca, onde bons Andam cabisbaixo pro abate a espera. Digo tanto, fazem prantos, eu planos Pra mudar o mundo que compreendo E que dizem impossível, sou louco Por sonhar e seguir sempre adiante: Doo em cada obra de mim o bastante Pra criar dias, noites, tempestades Como obra-prima desta vida minha. Morte encontrar-me-ia na solidão, Daria mil e uma, toda a razão Para aceitar o fardo, a sensação De estar perdido em segmentação: Onde se duvida entre amor e não. III - CINCO Para sempre tô Com mesmos sintomas, Cada pensamento Você que se encontra. Enquanto se sonha Enquanto se molda Para aceitar regras Do coração ditas. Aceite ou se imponha. Bruno Rafael M.

Continuar lendo
Arte

POEMA DE AMOR 2

Seria um veneno bem amargo Ou doce, fruta. Seria ao âmago Paparicar, ou verdades duras. Minha mente não é tão madura E hoje em dia cordas e atadura Marcam o corpo como runas. Caçando tesouros em dunas: Palavras precisam ser cuidadas Pois ao coração com "ferro fere" Nas cruzadas situações dadas Como desculpas esfarrapadas Pra mais um poema de amor. Não é sobre taças e vinhos Ou coração partido, sonhos. É em como viver sentindo Tudo e mais um pouco, ninhos Como pássaros se formam E no esquecimento terminam. Uma torre no vazio construída É um cárcere da alma e vida. Não é tempestade no copo d'água, É sim um transbordar de mágoa Que talvez me leve a ruínas Das profundezas dos mares. E o que eu mais gosto, prefiro (?) Sou uma tragédia, ou thriller Um episódio sem graça, filler. Sou reles guiando as marés: Outrora me sinto do olimpo Aos mares como Poseidon Ou talvez eu seja Hades Que perdeu-se no amor Trazendo a outros a dor. Talvez eu seja um tolo Que sem o único amor Decidiu beber do poison Encontrando enfim tragédia. O mundo é arredio, loucura. Das trevas que fiz as vestes Num quadro banhado a sangue O vermelho me fez astista A musa tornou-se a arte Então hoje serei Rafael A professar minha fé. A beber mais xícaras de café, Enquanto ouso grafar Mais um parágrafo de amor Sob o sol e a própria lua. Bruno Rafael M.

Continuar lendo