Rafaela Fernanda Lopes @RafaelaFernandaLopes
Poesia

A Tinta e o Vácuo

Na intensidade que constantemente me aprisiona, Sinto a angústia que em minha alma clama, Mãos invisíveis, em um aperto frenético e sombrio, E a escrita pairando, consumindo o vazio; Na velha máquina, letras silentes, Refletem a dor, a solidão e os medos presentes, Um brilho em meu peito, fraco e fugaz, Lutando na sombra, buscando intensamente a paz; Ao meu redor, os livros, mudos guardiões, De histórias silenciadas, por tolas ilusões, No chão, os papéis, repletos de ideias dispersas, E a minha alma oprimida, em lágrimas imersa; Mas mesmo na noite que me consome, Há um tênue desejo que em mim habita, Que a cruel tempestade, não possa findar, A força que em mim reside, pronta para lutar. Rafaela Fernanda Lopes

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