A história da morte, como ninguém lhe contou.
Eis o arranhão... Eis a última ferida... Eis a voz da última despedida, à despedir-se da dor... Eis as duas faces, que se encontram com pavor... Eis, em dois olhares inocentes, carentes de si eternamente, as pupilas que se dilatam e se despedem... Uma cresce, outra, esmorece, agora, e para todo o sempre, amém... O olhar que seca, é um olhar que já chorou. O olhar que chora, será um olhar que já passou. E será logo... ... Em meio a esta história, e a todo este caos, se libertam as palavras que nunca atravessaram os ouvidos dos mortos, nem quando vivos, enquanto desce, insolente a tampa do caixão... Daí, percebemos que não ter dito e feito, será a dor que iremos carregar para sempre... As mais profundas declarações, se ditas aos tímpanos viventes, ou por meio das íris, quando cintilavam vivas, seria a maior afronta ao compromisso de amar... Seria a maior doação humana, a do coração, da alma... Isso é péssimo! Então, nos calamos à vida que há ao nosso redor... Pois se formos dados como cegos, surdos e mudos, nada o coração verá, e o que não vêem os olhos, não sente o coração... Nenhuma coragem nos será exigida. Que se exige das deficiências? Já somos... deficientes.! Propositais... Escondendo o coração, da dor, nos fingimos de inúteis para não nos exigido de nós, à vida, alguma prova de amor... Já somos... mortos! Fingidos... Para que nos livremos do desconforto da coragem, e do compromisso que é amar. Amar o que esta perto, é o perto que nos exige... Mas, ainda assim, nada se exige do morto... Morto! De conforto... No fim da história, dirão os que se fizeram cegos: "Morte à tudo o que não podemos enxergar! E viva o triste ciclo sem sentido da humanidade, e que não se pergunte mais o que é amor, porque ele simplesmente não existe!" "Viva à morte..." Rafael Selassie
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