SE A VIDA MARIA NOS FOSSE ACALANTO
Se a vida, Maria, nos fosse acalanto, Se a nossa alegria, de nós, não fugisse... Verias meus olhos erguidos de encanto, Se a torre da Paz, em nós, não ruísse... Teus olhos, teu riso, o teu olhar santo? Se a minha memória não os extinguisse, Seriam, de Amor, o meu mais caro Canto, Se este precipício, pra mim, não sorrisse!... Cravar a amargura; cessar nosso hino, Monstruoso destino dos homens sem Paz! Buscar a ternura em quando eu menino, Olhar-me assombrado, ao ver Satanás! Que fazes, Maria?... Que quadro ferino! No espelho do tempo, de mim, bem atrás?... (Queiroz Filho)
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