Claudemir Policarpo de Azevedo @Professorpolicarpo

Eu habito em silêncios

Deixo cortinas leves, dançando com o vento, pra que entre um pouco de mundo. A porta? — Tranco com poesia. Só a chave da alma abre. Caminho pelos cômodos das lembranças, arrumo os quadros do passado nas paredes do peito. Na sacada, converso com as estrelas, e às vezes até com a saudade. Mas… as caixas? Ah, as caixas... Ainda não sei desfazê-las. Têm memórias demais para caber na sala. Se abro, temo que eu acabe me guardando lá dentro.

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