Paula Prado
@Prado_Paula · desde 2019
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Angustiada com estresse e ansiedade... escrevo como terapia
Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir.
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Calada estou
O silêncio me sufoca
O silêncio me amordaça
Palavras se acumulam
Se represam
Se arrastam e a garganta dói
Falo palavras que não dizem
E nem sequer o esforço de falar merecem
Crispidamente recolhida
Quase que sussurrando
Só direi
Que não morrerei sem dizer tudo.
Praddo
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No breve correr dos dias
Sobre o azul do céu
E o deslumbre do horizonte
Sinto saudades
Sinto esperança
Saudades do que não há de voltar
E esperança dos tempos que hão de chegar
Saudades das asas maternais
De sonhar e sentir o amor
Saudades do vôo das andorinhas
Das ondas e da maré
Sempre desejando o amor sincero
Um viver calmo e puro
Em um olhar profundo e ardente
Vejo ambição de grandeza
E através da intensidade
Vejo o que há de acontecer
Escuridão e tristeza
No futuro, sempre escuro
Vive almas ambiciosas no eco do sentindo
Pobres almas em que o espírito calou o desejo do amor
A esperança acabou e o tempo não há mais de mudar
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Nada consegue saciar o apetite humano
A única espécie que tem consciência de si mesma
A única que usa seus privilégios para apriosionar-se
Escravos da própria existência
A fome por querer sempre ser o mais sábio
Os desejos confusos de conhecimento
A fome insaciável por respostas
Respostas que devem ser adquiridas através de relações e conexões
E respostas adquiridas por remoções e contradições
Quando essas respostas são encontradas a relação torna-se dolorosa consigo mesma.
Praddo
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Festas, cores, luz
Sou menina, quero só ser criança
Quero o carinho que não me constrange
Quero grandeza de gente grande
Quero só esperança, sem traumas
Não me toque aqui, não me aperte!
Sou menina, quero só ser criança
Preciso de sonhos e não pesadelos
Sem traumas, só esperança
Praddo
❤️
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Ah! A saudade que sinto da minha infância querida
Correndo pelas Campinas
Atrás das ligeiras asas azuis da borboleta
Achava o céu sempre lindo
Aquele céu de primavera!
Era como um manto azulado
E ao cair da noite avistava o céu bordado de estrelas
E a lua era linda e livre filha das montanhas
Rezava às Aves Marias
E sorrindo eu adormecia
Acordava pulando
E a vida era tão doce
Satisfeita eu ia colher pitangas
Corria pelas Campinas
Respirando a alma inocente
Sentia o aroma da terra molhada
De pés descalços corria e me divertia
De maneira simples debaixo da sombra de Bananeiras
Naquela doce alegria
Que os anos não trazem mais.
Praddo
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Eu sei que nem todas as estrelas estão ao meu alcance
Eu sei que fé não é o que move montanhas
Eu sei que o nada é como o vazio, que o nada não ilumina, não acalma mas também não aflinge
Todos os dias vejo a frieza nos sorrisos, a indiferença nos olhares, a covardia no "Bom dia" quase que sussurrado
Muitas vezes questiono como decidir entre a alegria e a tristeza, entre sentir o "nada" ou se entregar
A resposta eu sei!
Eu sei que falta coragem e sobra covardia
Eu sei que preferir a derrota prévia é como disperdissar a oportunidade de merecer
Basta pensar nas oportunidades que eu deixei escapar pelos meus dedos
Nas chances que perdi pelo medo de fracassar
E eu sei que isso apenas "amplia" o nada o vazio que há dentro de mim
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata por tudo o que eu poderia ter sido e não fui.
Praddo
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